Librato.

“Memorial Descritivo”

 

Observação Importante! Esta língua não é oficial! este texto é um estudo que exige ainda aperfeiçoamentos.

A Libratos – Língua Brasileira de Toques e Sinais (Surdos e Deficientes Visuais) é um desmembramento da linguagem artificial “UniFrases”, que também foi desmembrada como Libror – Língua Brasileira de Olhares e Respiração. Assim temos de uma origem comum, duas aplicações distintas que se destinam às pessoas com necessidades especiais, sejam elas de formação congênitas ou porque sofreram traumas ultra severos, por motivos de acidentes diversos.

A Libratos se destina às pessoas portadoras de surdez e deficiências visuais e a Libror, especificamente aos pacientes que perderam os movimentos dos membros superiores, inclusive da fala, impossibilitando qualquer forma de comunicação tradicional. Nestes quadros adversos para o conforto e qualidade de vida dos pacientes é que encontramos as metodologias que apresentaremos abaixo, como forma de auxiliar e melhorar os tratamentos que são ministrados atualmente, aos pacientes que requeiram esse tipo de apoio altamente especializados.

 

1ª) METODOLOGIA.             

Essas novas formas de apresentação servem para explorar, todo o potencial que essa “UniFrases - Linguagem Universal” pode expressar através dessas grafias levemente alteradas, sem abandonar o desenho padrão, pois essa UniFrases - Linguagem Universal pode e deve ser utilizada para os mais diversos fins e por pessoas com deficiência visual ou auditiva, vez que somente com dez números pode-se comunicar (conversar) todo o banco de dados, com as mais variadas Expressões Semânticas (ES), que estejam registradas e disponibilizadas, aos usuários de modo geral, e toda essa comunicação (falar/transmitir/conversar) pode ser feita somente tocando com as pontas dos dedos, no braço do interlocutor ou mostrando os dedos distendidos e, relacionando diretamente a quantidade de dedos aos números das Sequencias Numéricas (SN).

               

Esta metalinguagem possui características próprias dadas às suas concepções construtivas e estruturações de operacionalidade, que apresentam facilidades, bem como suas dificuldades também, que são inerentes como todas as outras linguagens, sejam elas naturais ou artificiais. Portanto, com o intuito de familiarizar o interlocutor com este novo sistema de comunicação será elencado algumas considerações, que podem ser interpretadas como convenções válidas (Metodologia!), para aplicação e uso, de bem funcionar esta linguagem artificial, e para melhor aproveitamento linguístico.

                 

Para dirimir qualquer dúvida quanto às palavras Homônimas Homógrafas, Homônimas Homófonas e Homônimas Perfeitas, Parônimas, Polissemia, Conotação, Denotação, Metáfora, Metonímia, Prosopopéia, Hipérbole, Barbarismo, Solecismo, Cacofonia, Ambiguidade e Redundância, se adotarão o uso obrigatório de que, todas as vezes que aparecer um caso como esses citados, logo após a palavra nessa condição aparecerá o seu significado (intenção/sentido dentro da frase) entre parênteses (   ).

                

   “Exemplos: Homônimas Homógrafas;

                  - Colher (substantivo) – Colher (verbo colher)
                  - Eu comprei uma colher de prata.
                  - Chamei minha vizinha para colher frutas na horta da fazenda.

                  - Começo (substantivo) – Começo (verbo)
                  - O começo do filme foi muito legal.
                  - Eu começo a entender este livro.

            

     Exemplos: Homônimas Homófonas;

                  Serrar – Cerrar
                  serrar: cortar
                  cerrar: fechar

                  Cassar – Caçar
                  cassar: anular
                  caçar: procurar (alimento);

               

   Exemplos: Homônimas Perfeitas;

                  - Caminho (substantivo) – Caminho (verbo caminhar)

                  - O caminho para a minha casa é muito movimentado.
                  - Eu caminho todos os dias.

                  - Cedo (Advérbio) – Cedo (verbo ceder)
                  - Eu cedo livros para a biblioteca.
                  - Levantou cedo para estudar.

              

    Exemplos: Parônimas;

                  Discriminar – Descriminar
                  Discriminar: separar, listar
                  Descriminar: inocentar

                  Desapercebido –  Despercebido
                  Desapercebido: desprovido, quem não está ciente, quem não tomou consciência (é derivado do verbo aperceber-se, que significa                     tomar ciência).

 

    Exemplos: Polissemia;

                  - O menino queimou a mão (parte do corpo).
                  - Dei duas mãos (camadas) de tinta na parede.
                  - Ninguém deve abrir mão (deixar de lado, desistir) de seus direitos.
                  - A decisão está em suas mãos (responsabilidade, dependência).

                  Exemplos: Denotação e Conotação;

                 As palavras podem ser usadas com o seu significado original, real

                 (denotação) ou com um significado novo, diferente do original  

                 (conotação).

                 - O gato da minha vizinha sempre brinca comigo. (denotação – animal  de estimação)

 

               - Eu acho aquele ator o maior gato. (conotação – bonito).

                  Quando usamos a linguagem em seu sentido figurado, estamos fazendo                      

                uso das diversas figuras de linguagem que existem (metáfora, metonímia,

                prosopopéia, hipérbole, etc).

                  Certas vezes, o falante desconhece algumas normas gramaticais

                 e comete alguns erros, em outras ocasiões, ele simplesmente é descuidado

                 e acaba (ao falar ou escrever) unindo sílabas que formam um som

                 desagradável ou obsceno.

                 Todos estes desvios são chamados Vícios de Linguagem.

                  Os principais são: barbarismo, solecismo, cacofonia, ambiguidade e

                  redundância.

     Exemplos: Barbarismo: são desvios na grafia, na pronúncia ou na flexão.

 

                  - Pograma (em vez de programa)

                 - brica (em vez de tonificar o – bri -, rubrica)

                 - Etmologia (em vez de etimologia, com – i -)
                 - Quando eu pôr o vestido. (o certo seria – Quando eu puser o vestido)
                 O policial interviu. (O certo seria interveio)

                 Observação: quem abusa das palavras estrangeiras grafando-as como na          

                 língua original, também comete barbarismo.

                 Abajur: e não “abat-jur”.
                 Coquetel: e não “cocktail”.

                 Exemplos: Solecismo: Desvio na sintaxe.

                 Exemplo: “Houveram eleições para representante de turma.”

                 O certo é “Houve….” (erro de concordância)

                 - Assisti esse filme no cinema.

                 O certo é “Assisti a esse…..” (erro de regência)

                 Cacofonia: Som desagradável ou obsceno.

                 - Rebeca ganhou um prêmio.
                 - A boca dela está sangrando.

                Exemplos: Ambiguidade: Duplo sentido.

                O cachorro do seu irmão avançou na minha amiga. (cachorro pode ser o

                animal (cão), ou uma qualidade (vagabundo, assanhado) para irmão.         

              

    Exemplos: Redundância: é a repetição de ideias.

                 - Alessandra subiu lá em cima para ver o balão.

                 - Luís Carlos inventou novos brinquedos para o filho.

               

                 OBS: Não há redundância em “intrometer-se no meio” e “voltar-se para trás”. Uma pessoa pode intrometer-se no início, meio ou fim                  de uma conversa, assim como alguém pode voltar-se para o lado” (Retirado da Internet).

                  

                  2ª) A FONÉTICA é convencionada da seguinte forma:

 

                 1 = EI.

            2 = BU.

            3 = AH.

            4 = OI.

            5 = OH.

            6 = LE.

            7 = MO.

            8 = EH.

            9 = LI.

            0 = AI.

            / = LA. (Caso Especial).  

                 Obs: a) a partir desta FONÉTICA (Sílabas!), qualquer pessoa com os números da Sequencia Numérica (SN) pode falar todo o                          Banco de Dados.

                 b) a pronúncia desta FONÉTICA é feita sempre com o som aberto, ou seja, as sílabas devem ser pronunciadas de forma clara e                        limpas, sem  carregar ou fazer som fechado, justamente para facilitar o sotaque a qualquer povo do mundo.

 

                

                 Convenção: para dois (02) números iguais, em uma mesma Sequencia Numérica pode-se falar o BI precedido do Fonema, por                          exemplo:

 

 

                 Ex: 677 = LE BI MO ou LE MO MO.

                 Convenção: para três (03) números iguais, em uma mesma Sequencia  

                 Numérica, fala-se o TRI precedido do fonema, por exemplo:

 

                 Ex: 999 = TRI LI ou LI LI LI.

                 Falando/Pronunciando: 999/1= TRI . LI LA EI.

                 Convenção: para quatro (04) números iguais, em uma mesma Sequencia

                 Numérica, fala-se TEM precedido do fonema, por exemplo:

 

                 Ex: 7777 = TEM MO ou MO MO MO MO.

                 Falando/Pronunciando: 7777.9999 = TEM . MO TEM LI.

                 /00.00.00.00.00.01/ = LA OH BI . AI EI LA.

           /000.000.000.001/ = LA . TRI AI BI . AI EI LA.

                 /0000.0000. 0000.0001/ = LA . TEM AI TRI . AI EI LA.                                                                     

                 /00.00.28.08.1955/ = LA. BI AI. BU EH AI. EH EI LI . BI OH LA.

                                                                           

                 BI = Duas unidades juntas (00).

                 TRI = Três unidades juntas (000).

                 TEM = Quatro unidades juntas (0000).

               

                 IMPORTANTE para a Metodologia Fonética: Sempre que um número preceder um indicativo de repetição (BI, TRI TEM), tantas repetições serão consideradas para minimizar as mesmas repetições, ou seja, assim se faz a redução da Fonética para melhorar o falar propriamente dito. Basta observar os exemplos acima demonstrados.

                 3ª) Metodologia Gesticular (para pessoas com deficiência auditiva), para uso linguístico da UniFrases - Linguagem Universal que, poderá ser usado tal qual como a língua de sinais LIBRAS, que para o caso presente torna-se diferente dos sinais a serem comunicados, ou seja, (para as Sequencias Numéricas (SN) ora relatadas, basta apenas gesticular (mostrar!) com as pontas dos dedos), e basta expressar os números de acordo como uma demonstração e fazer uma relação direta entre os números da Sequencia Numérica (SN), e os dedos das mãos, ou seja, cada dedo (distendido) representa exatamente um número (de um a nove), e para fazer o número (0) zero, basta juntar todos os dedos de uma das mãos e fazer um toque com eles todos juntos. A Barra ( / ) é expressa com a ponta de qualquer dedo e fazendo um movimento linear (deslizando o mesmo ao longo do braço do interlocutor, para separar (iniciar ou terminar) uma Expressão Semântica (SN).

                   4ª) Metodologia Gesticular (para pessoas com deficiência visual), o toque com as pontas dos dedos no braço da pessoa com este tipo de necessidade especial, com os números correspondentes da Sequencia Numérica (SN) será mais do que suficiente, para que o mesmo consiga entender a mensagem que está sendo transmitida.

 

                 5ª) metodologia que mescla a numeração com as sílabas conforme convenção já estabelecida, neste Memorial Descritivo, ou seja, para cada numeral corresponde um sílaba referente, assim temos uma leitura gesticular juntamente com uma leitura fonética, pois somente é necessário decorar os numerais de 01 a 09 e 0 (Zero), para se comunicar com outra pessoa, através do banco de Dados, inclusive em 30 idiomas diferentes, mesmo que o usuário não fale todos esses idiomas, mas apenas se utilize das Sequencias Numéricas já inclusas no referido Banco de Dados.